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Segredos do amor.

Paulo Paixão Qual o exato momento do amor? É um pergunta que tanto me fiz E que outros já fizeram... Talvez que não haja um momento Preciso. Por isto acredito que não seja assim: Eureka! Como dissera o sábio Grego Arquimedes. Faz-se da união de virtudes? Ou atitudes que deslumbra a alma? É a beleza que o faz aflorar ou a Química da mente que cria semente Que um dia vai germinar? O amor existe, mas, ninguém o sabe Definir... Todos dizem: - é mais que gostar! - Está além, muito além do se apaixonar! Talvez que o amor siga esta linha: Simpatizar, gostar, apaixonar-se, amar! E como justificar quando alguém diz: - Amo-a (o) desde o momento em que a (o) vi! Acredito, no entanto, que melhor seria: - Amo-a (o) desde o momento em que a (o) conheci! Não sei dizer quando mesmo nasce o amor, Mas posso dizer sem medo de errar: - Ama quem perdoa, quem reparte, quem confia, Quem persevera... Dizem que nasce quando não há espaço para o egoísmo... É o exato momento em que a luz resplenden...

Conversa de Bar: Estado doTapajós!

Paulo Paixâo. Tanto faz os pro ou os contra o pretenso “Estado do Tapajós”, todos tem suas desculpas, suas razões ou suas justificativas. Os intelectuais adentram-se pelos caminhos sinuosos das adjetivações e metáforas, avocam mil razões de ordem filosófica, social, histórica, etc, mas, enfim, não nos dizem absolutamente nada ou, melhor, ficam em cima do muro... Na verdade, nem sobem o muro. Seus palavreados, sutis, obscuros, eruditos e eivados de rebuscamentos chegam a aparvalhar plateia inteira, que de lá sai cabisbaixa, atônita, pronta pra desistir dos seus ideais. Os políticos muito espertos e um tanto maquiavélicos para não dizer absolutamente maquiavélicos, pintam um quadro apocalíptico, dantesco mesmo e conseguem iludir os mais frágeis e fáceis de se convencerem... No entanto, veio mais um fim de semana e uma vasta e festiva galera encontrou-se num desses bares periféricos da cidade para curtir um som da saudade, jogar conversa fora e bilharito, turbinada por cervej...

Até caminhando penso no Estado do Tapajós!

Paulo Paixão. Meu relógio de pulso estava programado e me acordou às cinco e meia da manhã. Levantei, orei, tomei um banho e me preparei para caminhar ao longo da calçada do bosque de Belém. De calção, camiseta e tênis, liguei meu velho fiat UNO e dirigi pelas ruas quase desertas da capital, constatando que o céu estava lactescente pela luminescência da lua cheia, redonda, como um prato, deslumbrando quem se acordasse àquela hora. Depois de algum tempo, passei em frente ao hangar de convenções e contemplei mais uma vez o luar cor de prata, por entre os galhos mais altos da centenária samaumeira e me arrependi de não ter uma máquina fotográfica para efetuar tal registro de cenário tão belo. Deixei o Uno bem agasalhado no estacionamento da 25 Setembro, lá onde a PMB fixou aparelhos de ginástica, onde, normalmente são os idosos que realizam seus exercícios físicos (os jovens acordam tarde e preferem as academias). Pois bem, fiz meu necessário alongamento e iniciei minha caminhada... Naque...

Querem-nos pobres!

Paulo Paixão A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida. “Miguel de Cervantes”. Eles não nos querem livres, independentes Por sermos pobres. Querem-nos pobres pra eternizar seu poder! Mas nós, damos nós nos seus agouros. Sem ouro ou pedras preciosas, Acreditamos na força do nosso ideal, Do querer irrestrito, da fé inquebrantável! Deus e nossa Carta Magna estão do nosso lado. E cá pra nós, as estatísticas mostradas não Medem nossa capacidade de superação! Não almejamos ser milionários do petróleo Nem capitalistas das bolsas de valores, Que acumulam o Capital para si E nunca se lembram dos menores.

Santarém, a cidade dos sonhos!

Paulo Paixâo Vamos fazer de conta que estamos em dois mil e vinte e dois (2022) e que a Pérola do Tapajós fora governada por santarenos que a querem bem, por sucessivos mandatos... Um dos seus filhos, que se afastara há nove anos, retorna, e a encontra, assim, justamente assim como podemos imaginar: Sua orla estende-se da Área Verde até exatamente às Docas do Pará, com um majestoso detalhe, isto é, seu calçadão em variadas cores todo adornado com obras artísticas, palmeiras, bancos e aparelhos de ginástica é palco do frenesi de gente malhando, passeando, admirando, vivendo a vida com imenso prazer... O rio Tapajós até parecera mais azul, pois, não se via navios de médio e longo porte, aqueles poluidores contumazes de rios e mares, atracados na sua orla ou fundeados em frente à cidade. O governo abrira novos portos para carga e descarga, obras grandiosas de natureza sustentável. Leis, rigorosas, puniam infratores que poluíssem os rios e as ruas... O rio se renovara... e tinha legislação...

"Santarém, paraiso ou chão em poesia?"

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Paulo Paixão. Revelou-se em mim a atmosfera Do paraíso, ainda quando menino: Um lugar sagrado, amado, por homens, Anjos e todos os seres vivos. A Deus, um hino de louvor! Aos homens, versos cálidos de amor! Meus dias se passaram nas bravas Ondas e nos plácidos rios... Vindo a alvejar os fios dos meus cabelos. Mas, o alvorecer e o entardecer edênicos, Aqueles que douraram os meus sonhos, Vê-los, ainda hoje, mesmo em gris,

Poesia

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Paulo Paixão Cantar a vida, a esperança e os amores! Desde menino vivi num mundo Repleto de vida... Mundo exuberante, excitante... Odores de flores, de terra, De raízes, folhas... e de várzea. Das várzeas, o vento trazia o cheiro Do estrume de gado, das flores silvestres, Dos igapós, mata, capins, águas e cipós. Via ao longe o Amazonas e mais em casa O Tapajós! Nas enchentes, do alpendre, via os peixinhos Em cardume e à noite, o lume dos vagalumes, Disputando com estrelas cadentes A admiração dos entes celestiais... Juro (jamais minto) que já via anjos passeando Nas nuvens, arcanjos tagarelando nos umbrais E nos quintais, madrigais de meninos e meninas E ninfas de rostos rosados circulando nos arraiais. Andava com meu pai nas trilhas dos campos, Ambos encantados com o matagal. Imaginava que índios, nosso avós, por ali passaram E louvaram O Deus Tupã, flecharam ou fizeram pão De aipim e expulsaram, dos possuídos, todo o mal E oraram...Sim, pois, o irmão índio também faz oração! De Nossa...

Deus, abençoai o Estado do Tapajós!

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[caption id="attachment_5186" align="alignleft" width="80" caption="Paulo Paixão"] [/caption] No blog do JK Uma vez estávamos, eu e meu amigo Rui Saraiva, na orla de Juruti, quando aproximou-se do seu porto um navio que vinha de Manaus com destino a Santarém, com escala em cidades intermediárias, incluindo Juruti. Pois bem, nesse momento, um alvoroço tomou conta do cais da cidade, então, nos aproximamos para ver melhor o que se passava. O motivo da agitação fora a chegada do navio que atracaria no porto e rumaria, ato contínuo, para Santarém. Nesse instante escutamos dos pescadores e estivadores a seguinte conversa: - Pra onde vai este navio? - Vai pra Capital? Ouvindo isso fiquei espantado, pois, soubera que dito navio só chegaria até Santarém. Deste modo, perguntei a um transeunte que se apressava a ir para o cais de atracação: - Este navio não vai para Santarém? - Vai sim. Foi, então, que o meu amigo Rui compreendeu min...