Pará: Floresta em risco.

O Pará concentra a maior parte (72%) das florestas sob risco de desmatamento para o período de agosto de 2011 a julho de 2012, seguido do Mato Grosso (11%), Rondônia (8%), Amazonas (5%) e Acre (4%). Os dados fazem parte do último Boletim Risco de Dematamento divulgado pelo Imazon. Além disso, os três municípios com maior área sob risco estão no Estado. São eles: Pacajá, Altamira e São Félix do Xingu, sendo que os municípios de Pacajá e Novo Repartimento, também localizado no Pará, foram classificados com risco crítico de desmatamento, ou seja, além de possuírem uma grande área sob perigo no próximo ano, essa área corresponde a mais de 1% do território de floresta remanescente do município.



Para esta edição do Boletim, o Imazon analisou o risco de desmatamento em municípios, áreas protegidas, assentamentos e áreas privadas, devolutas ou sob conflitos por posse, para o período de agosto de 2011 a julho de 2012. Como na primeira edição do boletim, o resultado do modelo é um mapa de probabilidade de desmatamento na Amazônia em células de 1 quilômetro quadrado. Foi estimada uma taxa de desmatamento anual de 7.134 quilômetros quadrados para o período modelado, e apontada uma área de floresta de pelo menos 2721 quilômetros quadrados com probabilidade de desmatamento maior que zero (com 95% de confiança estatística).


As estatísticas mostraram que 65% das áreas privadas, devolutas ou em conflitos por posse estão sob risco de desmatamento, enquanto que outros 24% estão dentro de assentamentos de reforma agrária. As Unidades de Conservação federais e estaduais somaram cerca de 8% e as terras indígenas 3% de território sob risco. O estudo revelou ainda que as áreas com maior probabilidade de desmatamento concentram-se ao longo da BR-230 (Rodovia Transamazônica), na região da Terra do Meio (PA) e ao longo da BR-163 (Rodovia Cuiabá- Santarém). Outras regiões de concentração estão no nordeste do Pará, nos municípios próximos à região de Paragominas, sudeste e sudoeste do Acre, norte de Rondônia e no noroeste e centro do Mato Grosso.



O Pará também apresenta a maior parte dos assentamentos com alto risco de desmatamento. Os três assentamentos com maior área de floresta sob risco são Cidapar (PA/AM), o PDS Itata (PA) e o PA Rio Juma (AM). Dos dez assentamentos identificados com maior área sob perigo, nove foram classificados com nível de risco alto, ou seja, apresentam grande área de florestas sob risco em relação às suas áreas de floresta remanescentes. O Imazon prevê que os os assentamentos de Itapuamã, Terra Nossa, Laranjal e Reunidas perderão mais que 10% de sua área de floresta remanescente até julho do ano que vem.



No caso das terras indígenas, o Boletim observou que Kayabi detém, sozinha, 11% das áreas sob risco, enquanto que Sarauá e Kaxinawa do Baixo Jordão foram classificadas com nível de risco alto pelo risco relativo em relação às suas áreas de floresta remanescentes.


Fonte: O Liberal


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